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Diagramação de livro infantil ilustrado

Bom, dando prosseguimento ao projeto gráfico, partimos agora para a etapa de diagramação.

Em posse do texto e das ilustrações, nesta fase o objetivo é combinar os dois elementos de forma harmoniosa, evitando que um atrapalhe o outro, seguindo como planejado no storyboard.

Ao diagramar o texto, deve-se ter cuidado para que o tamanho do corpo seja suficiente para ter uma boa legibilidade, ainda mais quando sobrepostas a um fundo ilustrado com as mais variadas cores e texturas. Alguns livros reservam uma página inteira só para o texto e outra para as ilustrações, outros livros utilizam um box de cor chapada (geralmente branco ou uma cor clara) para receber o texto e também existem aqueles que combinam as ilustrações com o próprio texto, ou seja, já são pré-concebidos para serem uma coisa só, quando se quer uma maior ou total integração do texto e o fundo ilustrado.

Abaixo, seguem alguns dos exemplos de diagramação mais utilizados em livros ilustrados.

No primeiro caso, uma diagramação que reserva uma página especial para o texto do livro, o resultado é uma página bem composta e limpa, mas com quase nenhuma interação do texto com as ilustrações:

exemplo de página tradicional

No segundo caso, um exemplo claro de como acorreu uma diagramação forçada (ou preguiçosa, como queiram chamar), um bloco de texto com muitas linha sobre box esfumaçado que ocupa a maior parte da ilustração da página:

Exemplo de diagramação forçada.

Nesse exemplo, uma página que combina texto e imagem, sendo que as ilustrações foram pensadas para não interferir no texto e vice-versa:

Exemplo de diagramação nos espaços em branco.

Abaixo, um exemplo de como o texto pode ter tanta relevância para a narrativa, que em alguns momentos se comporta/confunde como ilustração. Há um alto nível de integração entre o texto e imagem, porém deve-se considerar que na ocorrência de uma tradução da obra, o processo de adaptação seria mais trabalhoso.

Diagramação 5

Neste último exemplo, uma página que combina texto e imagem, onde além de dividirem o espaço em comum, a própria linguagem gráfica dos elementos tenta ser uma coisa só. Observem como o desenho da tipografia segue um traço semelhante ao da ilustração:

Exemplo de diagramação do texto aplicado à ilustração.

Existem diversas maneiras de se diagramar um livro infantil, os exemplos acima são os que eu considero como as formas mais tradicionais.

O tipo de diagramação também pode variar bastante de acordo com o objetivo, o autor e a natureza do livro. Você pode observar tipos de diagramação não-convencional em livros de poesia concreta, livros com pop-up, display eletrônicos, com janelas, enfim, uma infinidade de possibilidade.

Para o projeto do livro ilustrado do Momotaro, resolvi diagramar o texto fazendo uma composição semelhante ao último exemplo mostrado, onde a ilustração (desenvolvida de forma a já ter estabelecido uma área para receber o texto) ocupa todo o espaço da página. Quanto a tipografia, como justificado no post anterior, esta possui um desenho similar ao traço das linhas do desenho, o que permite uma maior interação entre elas.

Seguem abaixo, alguns exemplos de páginas já diagramadas:

Momotaro nascendo do pêssego

Momotaro navegando para Onigashima

No próximo post continuarei a falar sobre o assunto, explicarei o porque de algumas escolhas e sobre a importância da mancha gráfica.

Até mais!

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Escolhendo o tipo certo

Já com as páginas da história finalizadas, realizei a montagem do livro e a distribuição das páginas seguiu como determinado no storyboard. O próximo passo foi a escolha de um tipografia para o texto.

Escolhi trabalhar a família tipográfica Alsina Ultrajada, pois ela apresenta algumas características que estava buscando: possui um desenho simples e de fácil leitura e ainda possui pequenas imperfeições que a deixa menos conservadora além de combinar com o traço das ilustrações.

Um exemplo dos caracteres da Alsina Ultrajada:

exemplo tipografia alsina

Acredito o desenho das letras se integram bem ao estilo das ilustrações. Além disso, a tipografia tem peso suficiente para se apresentar sem precisar utilizar um corpo de letra muito grande e mesmo assim permitir uma boa leitura, ocupando menos espaço, por ser condensada.

No próximo post mostrarei um exemplo de como ficou a união das ilustrações com o texto.

Até la!

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Curiosidades (4): Momotaro san, chan, kun…

Acho que a maioria das pessoas que tiveram algum contato com a cultura japonesa, já notaram que a palavra san comumente aparece em filmes, desenhos animados, histórias quadrinhos, livros etc, assim como a palavra sensei.

Quem nunca ouviu falar do Daniel san do filme Karate Kid? E do Momotaro san? hehehehe

Bom, pra quem não é muito ligado à cultura japonesa, posso adiantar que “san” não é o sobrenome deles! xP Essa é uma das formas de tratamento que os japoneses utilizam (depois do nome) para dirigir-se a uma pessoa.

No caso do sufixo san, ele é utilizado para referir-se a uma pessoa com respeito. Em alguns lugares, para facilitar a compreensão, eles traduzem para o português como o equivalente a “senhor/senhora” o que não está totalmente certo, pois ele não se restringe a uma faixa etária. Utiliza-se o san entre colegas de profissão, pessoas da mesma idade, de ambos dos sexos, ou em qualquer outra ocasião em que você deseja demonstrar respeito, mesmo para desconhecidos.

O sufixo chan é mais utilizado para crianças e meninas, contudo, não se restringe apenas ao sexo feminino. Ele também pode ser utilizado informalmente e, quando se tem uma grande intimidade, se torna uma forma carinhosa de se dirigir a uma pessoa. Seria algo como chamar uma pessoa pelo diminutivo.

O sufixo kun é usado um pouco parecido com o chan, porém mais usado para garotos e amigos da mesma idade. Pode indicar alguma informalidade, mas sem muito intimidade. Também é utilizado para referir-se a uma pessoa de “patente” inferior à sua.

O sufixo senpai é utilizado para pessoas mais velhas ou experientes que você, aos veteranos. Usado nos ambientes escolares, profissionais, para aqueles que possui grau superior ao seu.

O sufixo sama é utilizado para dirigir-se a pessoas super importantes de uma forma muito respeitosa, como por exemplo, para referir-se a deuses, divindades, imperadores. Também é utilizado no comércio pelos vendedores para tratar seus clientes, algo como uma reverência.

Essa não é uma regra geral, mas são as formas de tratamento mais comuns que você vai ver/ouvir pelos japoneses. Quem assiste anime ou lê mangá já deve ter visto aos montes também.

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Ilustrando as páginas do livro [3]

E aê galera, tudo certo?

Pois é, depois de algum tempo inativo, continuarei a postar!

Essa é a ilustração da página 6 da história. Quando o casal de velhinhos batizam o guri.

Esse rostinho que reflete a pureza e tranquilidade, em breve se tornará a coragem e determinação de um pequeno herói: Momotaro!!!

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Ilustrando as páginas do livro [2]

Olá pessoal! Mais desenho pra postar!

Esse é o rafe da 4ª página da história, no momento em que o casal de velhinhos descobre  um menino dentro de um pêssego e fica surpreso! E não era pra ficar? Hehehe

Cuidado vovó, não machuque o menino!

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